Google

Wednesday, October 04, 2006

Avião - Trânsito Manutenção e Segurança



Trânsito

Avião da EasyJet no Aeroporto Internacional de Schiphol, Amsterdam, Países Baixos. Observe os vários veículos presentes em torno da aeronave.Os aviões não são os únicos meios de transporte presentes numa área aeroportuária: uma variedade de veículos diferentes atuam dentro do aeroporto, com uma gama variada de serviços, como o transporte de passageiros, transporte de carga, bagagem, comida e limpeza das aeronaves, guia de ré em aeronaves e escadas móveis.

Veículos aeroportuários deslocam-se no aeroporto através de faixas a eles destinadas. Outras faixas existem, dedicadas à orientação das aeronaves, no pátio de estacionamento e nas taxiways.

Manutenção dos aviões
A manutenção de aviões que operam em um aeroporto é geralmente fornecida pela maior linha aérea em operação no aeroporto ou por companhias especializadas, no caso de aviões de passageiros. Cabe ressaltar que embora muitos aeroportos possuam serviços básicos de manutenção, apenas parte deles oferecem serviços mais especializados e complexos.

Durante o período em que a aeronave fica estacionada em solo, um check-up é realizado nas aeronaves, em busca de falhas.

Carga e correio aéreo
Os aeroportos possuem geralmente uma área designada especialmente para o manejamento de carga, com hangares destinados ao estoque da carga a ser transportada e equipamentos necessários para o seu manejamento, bem como pessoal especializado.

Aviação geral
Os aeroportos destinados principalmente à aviação geral são bem equipados com hangares e áreas de estacionamento especialmente designadas para os aviões menores usados pela aviação regional, de fácil acesso à tripulação, sem prejudicar, porém, a segurança do aeroporto. Como o número de passageiros e carga não é muito alto (podendo sê-lo, contudo, o movimento das aeronaves), terminais de passageiros e/ou carga costumam ser pequenos (e muitas vezes precários), quando existentes.

Grandes cidades possuem aeródromo e campos de aterrisagem especialmente designados para o uso de aviação regional, como o Campo de Marte, na cidade de São Paulo. Note que grandes aeroportos comerciais podem e devem atender aeronaves da aviação geral; a estrutura desses aeroportos, contudo, nem sempre é adequada ou especializada o suficiente para atender às suas necessidades específicas.

A manuntenção de aeronaves da aviação geral é feita em solo, por empresas especializadas instaladas no aeroporto.

Manutenção
Os aeroportos são administrados pelo município onde estes operam (ou atendem), ou por empresas especialmente criadas para esse fim, podendo ser públicas ou privadas. Devido ao grande impacto econômico de um grande centro aeroportuário numa cidade, região e/ou país, os aeroportos são geralmente administrados por empresas públicas, ou fortemente influenciados por órgãos públicos quando administrados por empresas privadas.

Quando a capacidade de passageiros, carga ou movimento de aeronaves do aeroporto está perto de sua capacidade total, algumas mudanças podem ser necessárias, como a expansão de terminais de passageiros e/ou carga, novas taxiways, pistas de pouso e decolagem e estacionamentos. Quando isto não é possível, considera-se a construção de um novo aeroporto na região.

A manutenção econômica de um aeroporto dá-se através das taxas cobradas para o pouso e estacionamento de uma dada aeronave; os preços variam de aeroporto para aeroporto e de aeronave para aeronave. A cobrança de impostos ao comércio e taxas de embarque de passageiros, bem como a renda gerada pelo estacionamento de carros, também contribui de maneira significativa para a manutenção econômica de um aeroporto que, no final das contas, pode tornar-se muito lucrativa; o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos, em Guarulhos, é responsável por aproximadamente 40% da receita total da Infraero (que controla 67 aeroportos brasileiros).

Segurança

Segurança é uma séria questão nos terminais de passageiros. Aqui, área de revista de bagagem de mão e de passageiros do Aeroporto Internacional de Denver, em Denver, Colorado, Estados Unidos.A segurança em grandes aeroportos de passageiros é um assunto muito sério, se levarmos em conta questões como a segurança de vôo ou o terrorismo.

Terminais de passageiros movimentados fazem uso de máquinas de raios-x para a verificação de materiais perigosos, detectores de metais para a detecção de armas e animais treinados a detectar traços de explosivos em um dado passageiro, bagagem ou carga. Os seguranças do aeroporto também podem ordernar uma revista completa numa pessoa e/ou na bagagem desta. Além de objetos considerados armas (armas de fogo, facas, tesouras, etc), também são proibidos objetos que ponham em risco a integridade do vôo, como isqueiros, materiais inflamáveis ou explosivos, etc. Problemas como a falta de verbas podem fazer com que tais medidas de segurança não sejam utilizadas como deveriam, aumentando muito o risco de atentados ou sequestros.

Outras questões envolvendo segurança nos aeroportos incluem a área de aproximação de pouso de aeronaves, nem sempre livre de obstáculos (como, por exemplo, o antigo aeroporto de Hong Kong, com montanhas de grande altitude durante a aproximação), ou a relação entre o número de operações de pousos e decolagens num dado aeroporto e o tamanho da sua pista - problema no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, cuja pista de 1,3 mil metros de comprimento pode ser considerada insegura para a operação dos Boeing 737 que aí costumam operar.

Poluição

O aeródromo regional de Toronto, Canadá, localizado próximo ao centro da cidade, numa ilha no Lago Ontário. Habitantes da região opõem-se à possível construção de uma ponte conectando a ilha à cidade.Dado o intenso movimento de aeronaves, e do tráfego gerado pelo movimento de pessoas de e para o aeroporto, os aeroportos são fontes de dois tipos de poluição:

Poluição atmosférica, criada pelos motores de veículos e aeronaves. O maior problema neste caso é mesmo a poluição atmosférica gerada pelo tráfego de veículos que vêm e vão do aeroporto.
Poluição sonora, criada pelo barulho do tráfego de veículos e pelas aeronaves, principalmente em operações de pouso e decolagem. Isto é problemático principalmente em grandes aeroportos internacionais, onde as horas da noite são as mais movimentadas quanto ao número de operações de pouso e decolagem.
Tais problemas podem causar danos à saúde dos habitantes que moram na sua proximidade, como problemas de sono ou respiratórios. A construção de um novo aeroporto não é, geralmente, bem recebida pelos habitantes que moram perto da área escolhida (até tanto pela possibilidade da necessidade de deslocamento de vários desses habitantes para outros lugares da cidade).

Sem Aeroporto não existiria Avião


Um aeroporto é uma área com a infraestrutura e os serviços necessários para o atendimento de pousos e decolagens de aviões. Um pequeno aeroporto é muitas vezes referido por campo de aterrisagem (ou simplesmente campo) ou aeródromo. Também pode ser referido como base aérea, quando o aeroporto está designado a servir primariamente aviões militares.

Aeroportos precisam ser de fácil acesso a estradas, para o transporte de passageiros, trabalhadores e carga do aeroporto a outras cidades. Para esse fim, alguns aeroportos também possuem acesso a ferrovias (carga), metrô e ferries (passageiros). Além disso, aeroportos movimentados possuem equipes de emergência como bombeiros e pronto-socorros, para a eventualidade de um acidente; aeroportos maiores chegam a possuir hospitais completos.


Aeroportos podem ocupar grandes espaços, chegando por vezes a ocupar mais de 30 mil acres; um grande centro aeroportuário pode empregar diretamente mais de 20 mil pessoas, movimentar centenas de aeronaves, manejar centenas de toneladas de carga aérea e várias dezenas de milhares de passageiros num único dia de operação
Como foi dito anteriormente, um aeroporto é feito para permitir o pouso e decolagens de aeronaves. Para tal, uma parte indispensável num aeroporto são as pistas de pouso e decolagem, que precisam ser suficientemente compridas e largas para permitirem operações de pouso e decolagem dos maiores aviões usando o aeroporto. Além disso, as pistas precisam ser planas, sem ou com a mínima inclinação possível.

Em aeroportos movimentados, as pistas são feitas geralmente de asfalto ou concreto. Porém, campos de aterrisagem de pequeno porte em pequenas cidades e áreas isoladas, muitas vezes possuem suas pistas feitas com terra, pedras ou turfa.

Para o auxílio da movimentações de aeronaves em terra (após um pouso ou antes de uma decolagem, por exemplo), existem as taxiways, pistas de auxílio que agilizam o tráfego de aeronaves no solo.

As cabeceiras das pistas de aterrisagem dos aeroportos precisam ser livres de quaisquer obstáculos que possam atrapalhar ou pôr em risco a operação e pouso/decolagem de uma dada aeronave. A linha de aproximação de aeronaves, por isto, precisa ser livre de torres e prédios.


Torre de controle do aeroporto de Bristol, InglaterraPistas de pouso e decolagem devem ser construídas levando-se em conta o padrão dos ventos da região: os ventos precisam ser paralelos à pista em pelo menos 95% do tempo, para a segurança de uma operação de pouso ou decolagem, onde ventos laterais nunca são bem-vindos; quando acontecem, criam turbulência na aeronave, aumentando muito as probabilidades de um acidente. Quando uma dada região não possui constantes ventos paralelos à pista de pouso, a construção de uma nova pista, em um ângulo perpendicular à primeira, é aconselhada.
Controle de tráfego aéreo
Em aeroportos, as torres de controle organizam o movimento de aeronaves no solo e no espaço aéreo quando estas se aproximam do aeroporto e autorizam operações de pouso e decolagem. Torres de controle situam-se em uma localização do aeroporto que permita ampla visão do aeroporto como um todo, bem como ampla visão das aeronaves que se aproximam do aeroporto numa operação de pouso. Numa emergência, ordenam que equipes de emergência do aeroporto estejam prontas para a situação. Porém, é necessário observar que vários aeródromos de pequena dimensão e campos de aterrisagem, bem como alguns aeroportos de médio porte, não possuem torre de controle ou controle de tráfego aéreo.

Aeroportos de uso civil são designados para o atendimento de passageiros que usam o avião como meio de transporte, para carga e correio aéreo. A maioria dos aeroportos operam os três, mas muitos atendem principalmente ou passageiros ou carga/correio, dado certas circunstâncias:

Localização (incluindo a presença de outros aeroportos na região)
Serviços oferecidos: Tamanho e qualidade da pista de pouso/decolagem, qualidade dos terminais de passageiros e/ou carga, etc)
Fatores econômicos: taxa cobrada pela companhia aeroportuária a pousos e estacionamento de aeronaves no aeroporto, por exemplo.
O tamanho de um aeroporto e a variedade de serviços por ele oferecidos depende primariamente da quantidade de vôos atendidos pelo aeroporto e o movimento de tráfego aéreo, que inclui o movimento de passageiros, carga e correio aéreo. Naturalmente, aeroportos que movimentam uma grande quantidade de passageiros, com um alto movimento de aeronaves, tendem a ocupar uma maior superfície.

Wednesday, September 27, 2006

Voe com segurança


Um avião, ou aeroplano, é uma aeronave mais pesada que o ar. Uma aeronave é um avião quando possui uma ou mais asas fixas.
Duas características comuns a todos os aviões são a necessidade de um fluxo constante de ar pelas asas para a sustentação da aeronave, e a necessidade de uma área plana e livre de obstáculos onde eles possam alcançar a velocidade necessária para decolar e alçar vôo, ou diminuí-la, no caso de uma operação de pouso. A maioria dos aviões, porém, necessita de um aeroporto dispondo de uma boa infra-estrutura para receber adequada manutenção e reabastecimento, e para a deslocação de tripulantes, carga e passageiros, quando estes apresentam-se em número razoável. Enquanto a grande maioria dos aviões pousa e decola em terra, alguns são capazes de fazer o mesmo em corpos de águas calmas.

O avião é atualmente o meio de transporte civil e militar mais rápido do planeta. Aviões a jato comerciais podem alcançar até 875 km/h, e percorrer um quarto da esfera terrestre em questão de horas, e mesmo pequenos aviões monomotores são capazes de alcançar facilmente 175 km/h ou mais de velocidade de cruzeiro. Já aviões supersônicos, que operam atualmente apenas para fins militares, podem alcançar velocidades que superam em várias vezes a velocidade do som.
Um caça é um tipo de avião militar concebido para combate aéreo (com outros aviões), em oposição ao bombardeiro, desenhado para atacar alvos terrestres através de bombas. Os caças são relativamente pequenos, rápidos e muito ágeis, e foram equipados com sistemas de armamento e perseguição cada vez mais sofisticados para interceptar e atacar outros aviões.

No início, ainda antes da Segunda Guerra Mundial, existiam apenas dois tipos de caças: pequenos, aviões de motor único eram utilizados como interceptores e caças diurnos, por vezes designados de perseguidores (caçadores); e outros de motor dual, de maior dimensão, utilizados como caças pesados. Os do primeiro tipo provaram ser pouco práticos, ou talvez não tenha sido uma vertente muito explorada para que se tornassem úteis. Foram-se convertendo, assim, por uma lista crescente de papéis secundários, incluindo caças furtivos, de intervenção, bombardeiros e caças nocturnos, onde os dois motores conseguiam suportar a carga necessária para a desempenho destes papéis.
Um torpedeiro é um bombardeiro desenhado com o objectivo de atacar navios com torpedos, mas também podendo carregar bombas convencionais. O motivo para este avião especificamente criado é devido à necessidade de os aviões precisam de uma fuselagem mais comprida para carregarem torpedos.

Os torpedeiros foram desenvolvidos nos finais da Primeira Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra Mundial foram importantes em várias batalhas, por exemplo no ataque Britânico na batalha de Taranto e no ataque Japonês a Pearl Harbor.
Um helicóptero Lynx com um torpedo mk46.
Ampliar
Um helicóptero Lynx com um torpedo mk46.

Este tipo de avião desapareceu quase imediamente após o fim da guerra, sendo substiduidos por outros aviões mais comuns, e por sua vez por misseís. Desde os anos 50 alguns helicópteros começaram a ser capazes de lançar torpedos, mesmo sendo utilizados para combate anti-submarino em vez de combate aéreo. Passando então a servirem como defesas para fragatas e porta-aviões.
As turbinas aeronáuticas têm o objetivo de gerar empuxo suficiente para acelerar o avião a uma velocidade suficiente que a força de levantamento sobre as asas, iguale ou supere o peso dele. A tração tem a finalidade fundamental de vencer a resistência aerodinâmica que atua sobre o avião. Ela é obtida graças a terceira lei de Newton: para cada ação cabe uma reação igual e contrária.
O ar que entra na turbina é acelerado e sai a uma velocidade maior gerando uma força em sentido oposto, que "empurra" o avião. Essa força é diretamente proporcional à vazão mássica de ar acelerado, e a diferença de velocidade dele entre a entrada e a saída da turbina.

As turbinas aeronáuticas tomam emprestado o termo turbina, embora ele não seja o mais apropriado. De fato, dentro de um motor aeronáutico, existe um ciclo Brayton completo, o que inclui um compressor, uma câmara de combustão e uma turbina propriamente dita. Após a turbina ainda pode haver um pós-queimador e um bocal convergente, ou convergente-divergente.

O ar admitido na turbina passa pelo compressor no qual sofre um aumento de temperatura e pressão. Este ar comprimido é admitido numa câmara de combustão, na qual, sua temperatura aumenta rapidamente provocando um aumento de pressão ainda maior. Na saída da câmara de combustão, os gases quentes e a grande pressão são direcionados para uma turbina, normalmente de múltiplos estágios e ligada ao compressor por um eixo. Nela parte da energia dos gases é extraída para mover o compressor. Contudo os gases ainda saem com grande temperatura e velocidade de modo a impulsionar o avião.
As turbinas costumam ser classificadas em 4 tipos distintos:

* Turbohélice: tem todas as partes citadas menos o bocal. Neste caso a turbina não tem a finalidade apenas de gerar potência para mover o compressor, mas também, de fornecer a potência para o propulsor (ou hélices).

* Turbojatos: tem a configuração básica descrita acima. Atualmente seu uso está sendo reduzido em favor do turbofan, mais eficiente e silencioso. Nas versões militares é comum serem encontrados modelos com pós-queimadores. . O objetivo do pós queimador é aumentar a potência da turbina em certas situações mais críticas. O princípio consiste em injetar e queimar uma quantidade adicional de combustível no duto de descarga, após a turbina. Isto é possível, pois ainda há uma grande quantidade de oxigênio nestes gases de escape. A grande vantagem é se aproveitar parte da energia térmica de saída dos gases para vaporizar e fazer a ignição do combustível extra. Quando o combustível é queimado há um aumento ainda maior da temperatura dos gases e com isso ocorre sua expansão. Uma vez que a área da seção de saída não aumenta, para que este volume maior de gases escape precisa acelerar para uma velocidade maior. Com isto gera-se um empuxo extra. Contudo os pós-queimadores tem pouca eficiência e aumentam muito o consumo de combustível. Só é usado para fornecer uma potência extra, que por via normal, só seria obtida com o uso de uma turbina maior. Por esta razão seu acionamento só se justifica em situações especiais como decolagens em pistas curtas e manobras de combate.

* Turbofans (sem tradução): tem a mesma configuração do turbojato, mais com a adição de um ventilador de grande diâmetro que fica na entrada da turbina. Parte do fluxo de ar impelido por ele vai para o compressor e parte passa por fora da carcaça da turbina. Suas vantagens são: melhoria do resfriamento, aumento da eficiência e redução de ruído. Este último fator é uma das razões por que os novos turbofans são muito mais silenciosos que os antigos turbojatos. O ar que passa por fora, ao se misturar com o ar da saída da turbina suprime parte do ruído. Também podem ser usados em aviões militares sub-sônicos.